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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais do que prevenir a Aids, é preciso acabar com o preconceito contra soropositivos


Mais um 1º de dezembro que chega e a gente lembra: "ah, é dia de luta contra a Aids". Lá vai vir a Organização Mundial de Saúde (OMS) dizer que somente no ano passado foram registrados 2,6 milhões de novos casos no globo, o que representa uma queda de 20% na contaminação em uma década. Também virão os atores e cantores internacionais que, para conscientizar a população sobre a doença, ficarão 24 horas fora das redes sociais (leia-se Facebook e Twitter). Ainda terá uma série de atividades promovidas por ONGs como a (RED) que irão iluminar monumentos de vermelho. Tudo muito bonito, tudo muito simbólico. A meu ver, entretanto, uma campanha desencadeada por um internauta de Belo Horizonte foge da rotina e clama pelo fim da discriminação dos portadores do vírus HIV.


O estudante de Publicidade e Propaganda Thiago Victor Barbosa, 23 anos, lançou em julho deste ano a campanha #1milhãosempreconceito no Twitter, em que convoca os internautas a apoiarem a causa de uma maneira simples: basta seguir o seu perfil na rede social  e fazer um post com a hashtag #1milhaocontraopreconceito. A meta está longe de ser alcançada. Porém, a cada dia, mais e mais tuiteiros somam-se ao grupo, que já passa de 7.200 seguidores. Entre eles, os famosos também prestam sua solidariedade. Evandro Santo (o Christian Pior), Luciana Guessa, Bruna Surfistinha, a banda Patofu e muitos outros a anônimos apoiam a iniciativa (inclusive este blog).

Em entrevista ao jornal Estado de Minas,Thiago relatou que a ideia surgiu em 2009, durante seu trabalho na ONG Vhiver. Foi assim que ele decidiu sensibilizar internautas. "Mídias com o Twitter ajudam a nos articular com mais facilidade. Tendo uma causa a defender, podemos reunir pessoas simpáticas ao movimento e chamar a atenção para nossa causa", afirmou.

Ele revelou que descobriu ser soropositivo aos 15 anos e tem lidado, desde então, com o preconceito. "Minha mãe demorou a assimilar a ideia de que tinha um filho HIV positivo, mas hoje já aceita melhor. Por isso, é importante termos mais visibilidade para termos maior aceitação na sociedade". Apesar de carregar o vírus, Thiago garente que vive uma vida quase normal. "Com todos os avanços da ciência, falta apenas erradicar o lado mais perverso da doença: o preconceito", avalia. No vídeo institucional da campanha, Thiago revelou que muitos amigos já se afastaram dele em função do HIV. "Muitos não entendiam, muitos não quiseram entender". E você, entende?

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