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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Circuncisão: retirada da pele pouco influencia contra a transmissão do HIV

Na contramão da primeira pesquisa, agora os cientistas norte-americanos voltam atrás e reconhecem que a circuncisão (a retirada da pele, conhecida como prepúcio, que cobre a glande no pênis) pouco influencia na transmissão do HIV. Segundo estudos realizados pela Universidade de Pittsburgh, o impacto da cirurgia na redução da transmissão do vírus é muito pequeno, pelo menos em relação aos gays nos Estados Unidos.

"Circuncisões nos EUA são muito comuns e se oferecem como uma potencial estratégia de prevenção ao vírus para um número limitado de adultos", explicou à imprensa autor principal do estudo, Chongyi Wei. "Nosso estudo mostra que o benefício da circuncisão é muito pequeno para justificar programas de circuncisão como prevenção ao vírus da Aids."

A pesquisa foi realizada com 521 homossexuais e bissexuais de São Francisco, na Califórnia, e aplicada como uma amostra de uma população estimada em 65,7 mil pessoas.

No ano passado, cientistas da norte-americana Universidade Johns Hopkins monitoraram as relações sexuais de 3,5 mil homens em Uganda, na África, durante dois anos, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine. Foi constatado que circuncisadados tinham menor risco de contrair herpes genital ou de serem infectados pelo papilomavírus humano, o HPV. Os pesquisadores descobriram que a retirada do prepúcio reduziu o risco de herpes em 25% e diminuiu em um terço o risco de contrair o papilomavírus humano. Já era sabido também que a circuncisão reduzia drasticamente o risco de infecção pelo vírus HIV. Ainda se desconhece o porquê da “proteção” da cabeça do pênis aumentar o risco de infecção por vários vírus. Apesar disso, não se deve abrir mão do uso do preservativo.

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