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terça-feira, 5 de maio de 2009

Gripe A: Campeão olímpico gay se isola depois de viagem ao México

O medo da gripe suína, agora chamada de Influenza A (H1N1), obrigou o nadador australiano e campeão olímplico Matthew Mitcham, assumidamente gay, a voltar mais cedo para casa. Segundo o site do jornal Brisbane Times, o atleta participaria de uma competição, que acabou cancelada pelo medo da pandemia.

Apesar de não apresentar sintomadas da doença, Matthew Mitcham e seu namorado fizeram testes antes de deixar a Cidade do México e desembarcaram no aeroporto de Sidney usando máscaras brancas. Matthew contou ter ficado muito preocupado em estar contaminado e, durante o longo voo de volta, de contaminar pessoas que estivessem muito próximas a ele no avião. Eles estão voluntariamente isolados e sob orientação médica.

A doença também está alterando o comportamento dos homossexuais no México. Com medo da contaminação com a gripe A, eles têm preferido ficar em casa do que se reunirem em lugares muito movimentados, como casas noturnas. Até a televisão foi afetada. Uma das principais emissoras dos país retringiu as cenas de beijo e toque nas novelas também com medo de que os atores sejam contaminados.

Tire suas dúvidas sobre a gripe suína - Influenza A

1. O que é gripe suína e como é transmitida?
É uma doença respiratória aguda altamente contagiosa e que normalmente acomete porcos. Porém, recentemente, o vírus que provoca a gripe suína sofreu mutações e, com isso, ela passou a ser transmitida de pessoa para pessoa. Assim como a gripe comum, a influenza suína é transmitida, principalmente, por meio de tosse, espirro e de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

2. Há caso de gripe suína no Brasil?
Até o momento, não há evidências da circulação do vírus da influenza suína em humanos no Brasil.

3. Quais os sintomas da doença?
Pessoas procedentes do México e de áreas afetadas dos Estados Unidos e do Canadá, nos últimos dez dias, devem ficar em alerta para os principais sintomas: febre alta repentina (superior a 38º graus centígrados), acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações.

4. O que o passageiro de vôos internacionais deve fazer se apresentar sintomas?
Ele deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Se ainda estiver no aeroporto, deve se dirigir ao posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O passageiro não deve tomar medicamentos sem indicação médica.

5. Quais as recomendações do Ministério da Saúde para os passageiros de voos internacionais?
Para quem vai viajar a áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas áreas afetadas, e substituí-las sempre que necessário;
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
• Evitar locais com aglomeração de pessoas;
• Evitar o contato direto com pessoas doentes;
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
• Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar;
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países,
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Os passageiros devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas. Para quem está voltando de áreas afetadas, nos últimos dez dias, e que apresente febre alta repentina, superior a 38º graus centígrados, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

6.Quais as medidas que estão sendo tomadas nos aeroportos?
Todas as Secretarias de Saúde estaduais foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas. O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde dispõem de um plano de preparação para enfrentamento de pandemia, que estabelece as diretrizes e as ações dos governos para enfrentar essas emergências de saúde pública. Durante o voo, todos os passageiros que desembarcam no Brasil devem preencher, obrigatoriamente, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), documento a ser retido pela Anvisa e que é fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave. Segundo o ministério, todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da gripe suína. Adicionalmente, a tripulação pedirá que passageiros com esses sintomas se identifiquem. Ao desembarcar, as pessoas procedentes das áreas afetadas, receberão folder educativo com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção e higiene e orientações para procurar assistência médica. Como medida complementar, a Infraero veiculará, nesses aeroportos, informe sonoro.

7. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus de influenza suína.

8. Há tratamento para a doença?
Sim. Será indicado pelo profissional de saúde após a confirmação do diagnóstico laboratorial. Não é indicado tomar medicamento sem indicação médica.

9. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?
Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, não há registro de transmissão da gripe suína para pessoas por meio da ingestão de carne de porco. O vírus causador da doença suína não resiste a altas temperaturas (70ºC).

Fonte: Agência Brasil

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