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quinta-feira, 26 de março de 2009

Circuncisão pode previnir herpes, HPV e até a aids


Pesquisadores norte-americanos sugerem que a circuncisão (a retirada da pele, conhecida como prepúcio, que cobre a glande no pênis) pode ajudar a evitar uma série de doenças sexualmente transmissíveis. Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, monitoraram as relações sexuais de 3,5 mil homens em Uganda, na África, durante dois anos, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine. Foi constatado que circuncisadados têm menos risco de contrair herpes genital ou de serem infectados pelo papilomavírus humano, o HPV. Os pesquisadores descobriram que a retirada do prepúcio reduziu o risco de herpes em 25% e diminuiu em um terço o risco de contrair o papilomavírus humano. Já era sabido também que a circuncisão reduzia drasticamente o risco de infecção pelo vírus HIV. Ainda se desconhece o porquê da “proteção” da cabeça do pênis aumentar o risco de infecção por vários vírus. Apesar disso, não se deve abrir mão do uso do preservativo.

Saiba mais

Herpes genital
é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos (e femininos também). O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o portador do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões cutâneas ou quando elas já estão cicatrizadas. Ela é caracterizada por pequenas vesículas que se distribuem em forma de buquê nos genitais. As lesões do herpes genital costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos imunocompetentes. Os sintomas são ardor, prurido, formigamento e gânglios inflamados podem anteceder a erupção cutânea. As manchas vermelhas que aparecem alguns dias mais tarde evoluem para vesículas agrupadas em forma de buquê. Depois, essas pequenas bolhas cheias de líquido se rompem, criam casca, cicatrizam, mas o vírus migra pela raiz nervosa até alojar-se num gânglio neural, onde permanece quiescente até a recidiva seguinte. O tratamento é feito à base de aciclovir, um medicamento que necessita da ação do vírus para destruí-lo ou impedir que mantenha sua cadeia de replicação.
HPV (Papilomavírus humano)

HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer). A transmissão se dá predominantemente por via sexual. Nos órgãos genitais masculinos, as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. O vírus pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

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