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terça-feira, 31 de maio de 2016

Ajuda para quem foi expulso de casa por ser gay

Pedro Henrique Almeida de Oliveira é gay. Hoje ele sabe que isso é natural e até sente orgulho. Mas o jovem de 23 anos precisou percorrer um longo caminho até chegar a esse estágio. E seu maior obstáculo estava justamente onde ele buscaria acolhimento: em casa, com a mãe.

"Ela me levou para um campo de futebol e começou a falar. Fez um círculo no chão e disse assim, com um graveto: 'Aqui é a sociedade'. Aí fez um triângulo no meio, tipo uma porcentagem: 'Essa margem é a minoria, que tem gay, ladrão, sapatão, tudo que não presta. A maioria é a sociedade em que a gente vive. Você quer viver comigo na maioria ou que a minoria'", narra o morador de Cabo de Santo Agostinho, município da região metropolitana do Recife.

A notícia de que Pedro era gay chegou até a mãe por meio de outra pessoa. Na época, com medo, ele, com 18 anos, negou que era homossexual. "Eu pensava o que tinha de errado comigo, o que eu era, pensava que era uma aberração", recorda. Três meses depois tentou o suicídio, cansado de reprimir até a forma de andar para que ninguém desconfiasse de sua orientação sexual. Sobreviveu a tudo isso e resolveu assumir para si e para a família que era gay.

As consequências ele vive até hoje. A maioria dos parentes maternos não fala mais com Pedro; ouviu xingamentos de vários deles. A madrinha parou de pagar sua faculdade de gastronomia. E não tardou para que sua mãe o colocasse para fora de casa pela primeira vez. O abrigo veio da avó paterna. "Ela disse que jamais iria me abandonar, que jamais me deixaria sozinho. Eu esperava ouvir isso da minha mãe, mas veio de uma pessoa mais antiga. Ela deixou o amor falar mais alto."

Mona Migs

Pedro, atualmente estudante técnico de um curso de cozinheiro, conseguiu abrigo e apoio, mas milhares de jovens que são expulsos de casa por sua orientação sexual não têm a mesma sorte. Pensando nisso, um grupo de oito estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criou o Mona Migs, uma plataforma que pretende unir homossexuais desabrigados a pessoas dispostas a ceder um espaço temporário.

A ideia surgiu em uma competição promovida pela universidade no fim de abril. Grupos de estudantes precisavam montar uma startup (ideia inicial de negócio que pode vir a gerar lucro) em 54 horas. "Alguns dos integrantes passaram pela situação de querer ajudar uma pessoa que havia sido expulsa de casa por conta de ser LGBT [sigla para Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transexual]. E na competição aconteceu que este integrante pensou em conectar os dois lados", conta Wallace Soares, desenvolvedor da plataforma online.

Disponível no Facebook e com site em fase de testes, o Mona Migs deve ser inspirado num projeto de hospedagem solidária. "No geral, funcionará mais ou menos como o Couchsurfing [surfando no sofá, em português]", compara Bárbara Lapa, responsável pela área de negócios da startup, ao mencionar um site em que as pessoas oferecem hospedagem de graça e podem usufruir da mesma hospitalidade.

A relação afetiva de Pedro com a mãe também vem mudando. A mãe está financiando o curso de cozinheiro no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), até que ele consiga um emprego na área. "Gostaria que fosse melhor do que é, mas cada um tem seu limite e cada um tem que respeitar. Como ela diz: ela me tolera", pondera Pedro, que estava com a mãe ao lado durante a conversa por telefone – e diante do pedido de entrevista, argumentou que precisava trabalhar. "Ela ainda diz que Deus vai me transformar", acrescenta o jovem, a contragosto.

Abrigo

Por enquanto, o projeto está pré-cadastrando pessoas interessadas em fornecer abrigo. Já são 15 candidatos. É preciso informar dados pessoais e o tempo disponível para acolhimento. Mas vários detalhes ainda precisam ser determinados, principalmente questões de segurança, para assegurar que nenhum dos dois lados possa se aproveitar da plataforma de má-fé. ?A pessoa vai poder conversar com a outra antes e decidir se pode confiar?, diz Bárbara.

Nesta primeira fase, o Mona Migs é voltado somente para Pernambuco, mas os estudantes pretendem expandir a ideia. Por enquanto, além de formatar o projeto jurídica e administrativamente, a busca é por financiamento. Segundo os idealizadores, algumas organizações não governamentais já estão interessadas em fazer parcerias.

Pesquisas

Para verificar se havia, de fato, demanda para o serviço, os criadores do Mona Migs fizeram pesquisas pela internet e em pontos do Recife que reúnem público LGBT. Foram mais de 500 respostas online. Eles identificaram que 75% dos homossexuais tinham medo de ser expulsos de casa e 60% disseram conhecer alguém que já ficou sem abrigo. Por outro lado, 55% dos consultados afirmaram que acolheriam uma pessoa LGBT em situação urgente.

Nas ruas, foram 23 depoimentos qualitativos com resultados semelhantes. Alguns foram publicados na página do projeto. "Minha mãe me perguntou se eu estava saindo com uma mulher. Contei que sim, muito assustada, sem saber como ela sabia", conta um dos relatos. "Disse que eu era uma má influência para minha irmã pequena, e não confiava em mim por perto. Por fim, ela disse que não iria tolerar isso, e que ou eu parava ou eu deveria ir embora", acrescenta.

Fórum LGBT

O movimento organizado em Pernambuco confirma essa realidade, e elogia a iniciativa do Mona Migs, mas defende que o Estado também deve garantir a segurança desses jovens. "Tem os abrigos que já existem, mas não especificamente LGBT. E é outro processo do preconceito que esses jovens recebem muitas vezes nesses abrigos. Por isso, temos algumas iniciativas de inserção na criação de políticas públicas com centro de abrigos para a população LGBT especificamente", conta Thiago Rocha, um dos coordenadores do Fórum LGBT de Pernambuco. "Tem a pauta especificamente para travestis e transexuais, que é um caso mais urgente, que são as que mais sofrem quanto a isso, de expulsão do seio familiar."

Depois de morar com a avó por três anos e em outras ocasiões de menor tempo, intercaladas com rápidas passagens pela casa da mãe, quando tentavam a reconciliação, este ano Pedro foi recebido por uma amiga. "Minha vó já não está com saúde, não queria dar trabalho, e agora já sou um homem e preciso resolver meus problemas", justifica.

A distância também o permitiu impor sua identidade e pedir respeito à família. A mãe está financiando o curso de cozinheiro no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), até que ele consiga um emprego na área. A relação afetiva também vem mudando. "Gostaria que fosse melhor do que é, mas cada um tem seu limite e cada um tem que respeitar."

Mas a diferença maior, talvez, seja na autoestima do estudante. "Sou desse jeito, sou bicha", destacou. "Por onde eu ando, eu sou eu. Eu sou o Pedro." A reportagem é da Agência Brasil.

domingo, 29 de maio de 2016

Parada do Orgulho LGBT reúne milhares em São Paulo

Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas
Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transsexuais) neste domingo (29) na capital paulista, foi aberta às 13h10 com uma multidão ouvindo as palavras da drag queen Tchaka, que fez a apresentação do evento no primeiro dos 17 trios que desfilam este ano.

Com o tema Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as Pessoas contra a Transfobia, a parada desenvolveu a ideia de dar visibilidade ao segmento T, ou seja, travestis, mulheres e homens transsexuais, com foco na luta pelos direitos civis e por menos preconceito da sociedade. Os trios saíram da Avenida Paulista no sentido Rua da Consolação. O show de encerramento foi no Vale do Anhangabaú.

Daniela Marquezine, que é transsexual e participa da parada há cinco anos, contou que este é seu primeiro ano desfilando no trio das transsexuais. Para ela, o tema tem importância especial, devido ao número alto de transsexuais que morrem por preconceito.

“Queremos lutar contra isso mostrando para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transsexual e a travesti são objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”, disse Daniela.

Para a recepcionista Atena Joy, o Brasil é atrasado para lidar com as questões do segmento transsexual, porque é o país onde há mais assassinatos dessas pessoa. Ela destaca a necessidade urgente da aprovação de uma lei de identidade de gênero.

“A sociedade é induzida a acreditar que nós vamos contaminar os filhos deles e que somos uma ameaça. Mas as pessoas já nascem assim. Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”, afirmou.

Angela Moisés foi uma das mães que ocuparam o trio Mães pela Diversidade, o terceiro a desfilar. Com ela, outras mães desfilaram para chamar a atenção das famílias e da sociedade para a necessidade de aceitação da comunidade LGBT. Uma de suas filhas, homossexual, chegou a ser apedrejada na rua aos 16 anos.

“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeira, que têm mãe, pai, irmãos. Queremos o fim da LGBT fobia, direitos iguais para nossos filhos, o fim de uma bancada fundamentalista que tenta dizer para o Brasil que família é só homem e mulher, porque família é amor”, afirmou Angela.

A advogada Dayse Cristina Eastwood tem uma filha homossexual que é bem recebida no seu meio e tem uma carreira consolidada como executiva de uma multinacional. Mesmo assim, ela decidiu apoiar a luta LGBT em nome dos filhos de outras mães, que ainda não conseguiram essa afirmação. “Nossos filhos saem na rua e não sabemos se vão voltar. Minha filha tem a mulher dela, mas elas não andam de mãos dadas porque têm medo de agressão. A maior preocupação das mães hoje eu creio que seja essa”.

Segundo Dayse, entre as letras LGBT, o segmento transsexuais é o que tem maior dificuldade para estudar, conseguir emprego. Por isso, existe a luta, disse a advogada. As informações são da Agência Brasil.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Filme na Netflix mostra o conturbado caso de Salvador Dali e Garcia Lorca


Um longa de 2008, Poucas Cinzas: Salvador Dali, que está no catálogo de filmes da Netflix, traz uma história curiosa – baseada em fatos reais – sobre a vida de jovens universitários em uma Madrid pré-Guerra Civil Espanhola. A trama surpreende pela excentricidade de Salvador Dalí (Robert Pattinson), então com 18 anos, e pela relação do artista com o poeta revolucionário Federico García Lorca (Javier Beltran).

Quando Dali e Frederico começam a sentir uma forte atração um pelo outro, a intima ligação entre os dois é desafiada pelas suas ambições, pela sociedade e pelo amor à Espanha. O filme acompanha a relação estranha entre os dois e surpreende muito pela forma como o relacionamento é retratado.

Uma excelente dica para saber um pouco mais sobre esses artistas contemporâneos e ter bons momentos de descontração.

Assista ao trailer


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